O divino é tudo aquilo que ainda não é uma coisa.
O divino é tudo aquilo que não é cultura; é nesse potencial que ainda podemos ser o que não somos, de nos podemos descobrir e reinventar.
Será esse espaço o que procuramos em práticas ritualistas? Ou a tentativa de recriar o passado, como se nos esquecêssemos de que a memória é uma inevitável atualização de um evento?

Corpo Santo é uma performance com sombra a ritual. Uma dança para encontrar um momento sublime, transcendência. Os tambores tocam ao lado dos sintetizadores e o candomblé 'festa' está presente no eco e na cor dos que dançam, mas esse ritual não tem a pretensão de ser identificado. É uma performance criada pelos movimentos imaginados, sonhados e até vividos pela coreógrafa Rita Vilhena em Salvador da Bahia, na Amazônia e em Portugal. É uma jornada para expandir os limites do corpo.